segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Gomem nasai tomodachi
Bom eu estou passando aqui para pedir minhas sinceras desculpas a vocês meus amigos. Há muito que vejo minha falha para com vocês, vocês que sempre me acompanham quando eu preciso ou chamo... e eu que nunca correspondo isso a vocês ultimamente.
Eu realmente estou me sentido mal por estar dando estes bolos...há um peso em minha conciencia que me atormentou todo esse fim de semana por isso vim aqui desabafar e pedir perdão a todos vocês.
Prometo que dagora pra frente eu vou mudar!!
Eu realmente estou me sentido mal por estar dando estes bolos...há um peso em minha conciencia que me atormentou todo esse fim de semana por isso vim aqui desabafar e pedir perdão a todos vocês.
Prometo que dagora pra frente eu vou mudar!!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
No Fim
Aparentemente não podia ser triste. A ruiva sedutora era a das melhores notas, do bom gosto musical, dos bons amigos, da festa sem bebida, da beleza contida e do namorado carinhoso.
Mas era triste. Quando as luzes se apagavam só encontrava a própria tristeza. Como que nos bastidores, ali no cantinho, tinha sempre vontade de tomar posse da cortina vermelha e fechar o próprio mundo.
O fato de não se deixar levar por doutrinas religiosas só ajudou na escolha dos "cúmplices", assim carinhosamente chamados. Sempre tinha por perto a nerd cinéfila, o estranho descontrolado e a boba engraçadinha.
A nerd cinéfila mais parecia uma psicopata. Seus olhos não transpareciam emoções. Andava como se sentia bem: cabelos ao vento e roupas largas. Tratava a todos bem, isso é fato, mas parecia não fazer questão alguma de tê-los por perto. Sabia a sinopse de todos os lançamentos e sua fixação pela linguagem original dos filmes despertou a paixão por idiomas. Dominava o inglês, o espanhol e o francês.
O estranho descontrolado era de fato estranho... e descontrolado. Não era de muita conversa e as más línguas o classificavam como "criado com vó". Não, não fora criado com vó. Seu pai, pulso firme e rigoroso em todos os aspectos, parecia ter a intenção de formar um "exército para vencer as batalhas da vida", ao invés de filhos. A mãe, amorosa e paciente era o "meio termo" da família, o alicerce, posição que já não suportava.
A boba engraçadinha, tão homossexual quanto o estranho descontrolado "criado com vó", fazia jus à sua adolescência. Vivia pelos bares e festas, "- bissexual para amenizar", dizia. Não raramente a viam com dois ou três rapazes na mesma noite e ela adorava ser o centro das atenções. Seus cabelos naturalmente lisos a colocavam na moda sem esforços. Suas curvas e olhos verdes possibilitavam o sucesso 'amoroso'. Seu negócio era "ficar". Na verdade, só ela sabia do medo que tinha de relacionamentos sérios. Do medo que tinha de perder a liberdade e abrir o jogo. Deixar que soubessem das suas fraquezas... que era mais do que carne e osso.
Mas a ruiva sedutora, mesmo tendo os amigos por perto, sentia-se vazia, rejeitada. Tentava se mostrar, como qualquer um ser normal, mas não permitiam. Se a deixassem também, que diferença faria? Ela mal sabia quem era. Mal sabia o que queria. Vivia procurando em desconhecidos exatamente o mesmo que as pessoas à sua volta ofereciam: atenção, carinho. Mas estava sempre insatisfeita. Insatisfeita e triste. A cada novo rosto que surgia, tinha as esperanças renovadas, sentia que se causasse uma boa primeira impressão, conseguiria tudo. Mas o curioso é que não sabia definir "tudo"; Não sabia o que queria conseguir.
Entre indagações sobre a própria existência e instantes engraçados, viveram por anos, sempre juntos. Vadiaram pelas ruas, assistiram filmes, invadiram festas, beijaram muitas bocas, compartilharam músicas-tema e correram pela chuva.
Quando o tempo chegou ao fim, a ruiva sedutora olhou para trás. Somente quando se viu desprovida de minutos seguintes, percebeu quem tinha sido, o que pôde oferecer e o que se perdeu para sempre.
Agora desejava, mais que a própria vida, ter notado que o primeiro namorado a amava de verdade. Queria ter acordado para o fato de que a nerd cinéfila era tão humana quanto ela e que também sofria. Que por trás de seus olhos de vidro havia o enorme sofrimento de uma criança rejeitada pela mãe. Queria ter percebido que o estranho descontrolado precisava de orientação, de pessoas que o estimulassem e o fizessem entender que ele não era só homossexualismo. Que o seu talento invejável para a pintura merecia investimento. Desejava, com todas as forças, ter tido uma última conversa amigável com a boba engraçadinha, ao invés da discussão que a fez perder o controle do volante e matar os quatro, em plenos vinte e cinco anos.
Mas era triste. Quando as luzes se apagavam só encontrava a própria tristeza. Como que nos bastidores, ali no cantinho, tinha sempre vontade de tomar posse da cortina vermelha e fechar o próprio mundo.
O fato de não se deixar levar por doutrinas religiosas só ajudou na escolha dos "cúmplices", assim carinhosamente chamados. Sempre tinha por perto a nerd cinéfila, o estranho descontrolado e a boba engraçadinha.
A nerd cinéfila mais parecia uma psicopata. Seus olhos não transpareciam emoções. Andava como se sentia bem: cabelos ao vento e roupas largas. Tratava a todos bem, isso é fato, mas parecia não fazer questão alguma de tê-los por perto. Sabia a sinopse de todos os lançamentos e sua fixação pela linguagem original dos filmes despertou a paixão por idiomas. Dominava o inglês, o espanhol e o francês.
O estranho descontrolado era de fato estranho... e descontrolado. Não era de muita conversa e as más línguas o classificavam como "criado com vó". Não, não fora criado com vó. Seu pai, pulso firme e rigoroso em todos os aspectos, parecia ter a intenção de formar um "exército para vencer as batalhas da vida", ao invés de filhos. A mãe, amorosa e paciente era o "meio termo" da família, o alicerce, posição que já não suportava.
A boba engraçadinha, tão homossexual quanto o estranho descontrolado "criado com vó", fazia jus à sua adolescência. Vivia pelos bares e festas, "- bissexual para amenizar", dizia. Não raramente a viam com dois ou três rapazes na mesma noite e ela adorava ser o centro das atenções. Seus cabelos naturalmente lisos a colocavam na moda sem esforços. Suas curvas e olhos verdes possibilitavam o sucesso 'amoroso'. Seu negócio era "ficar". Na verdade, só ela sabia do medo que tinha de relacionamentos sérios. Do medo que tinha de perder a liberdade e abrir o jogo. Deixar que soubessem das suas fraquezas... que era mais do que carne e osso.
Mas a ruiva sedutora, mesmo tendo os amigos por perto, sentia-se vazia, rejeitada. Tentava se mostrar, como qualquer um ser normal, mas não permitiam. Se a deixassem também, que diferença faria? Ela mal sabia quem era. Mal sabia o que queria. Vivia procurando em desconhecidos exatamente o mesmo que as pessoas à sua volta ofereciam: atenção, carinho. Mas estava sempre insatisfeita. Insatisfeita e triste. A cada novo rosto que surgia, tinha as esperanças renovadas, sentia que se causasse uma boa primeira impressão, conseguiria tudo. Mas o curioso é que não sabia definir "tudo"; Não sabia o que queria conseguir.
Entre indagações sobre a própria existência e instantes engraçados, viveram por anos, sempre juntos. Vadiaram pelas ruas, assistiram filmes, invadiram festas, beijaram muitas bocas, compartilharam músicas-tema e correram pela chuva.
Quando o tempo chegou ao fim, a ruiva sedutora olhou para trás. Somente quando se viu desprovida de minutos seguintes, percebeu quem tinha sido, o que pôde oferecer e o que se perdeu para sempre.
Agora desejava, mais que a própria vida, ter notado que o primeiro namorado a amava de verdade. Queria ter acordado para o fato de que a nerd cinéfila era tão humana quanto ela e que também sofria. Que por trás de seus olhos de vidro havia o enorme sofrimento de uma criança rejeitada pela mãe. Queria ter percebido que o estranho descontrolado precisava de orientação, de pessoas que o estimulassem e o fizessem entender que ele não era só homossexualismo. Que o seu talento invejável para a pintura merecia investimento. Desejava, com todas as forças, ter tido uma última conversa amigável com a boba engraçadinha, ao invés da discussão que a fez perder o controle do volante e matar os quatro, em plenos vinte e cinco anos.
Lídia Lamounier
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Leptospirose...
Marisa perguntou a Lula:
- Benhê, o que é leptospirose?
Lula respondeu na bucha:
- Copanhêra, é uma doença que ataca os usuário de lépitopi. É transmitida pela urina do mauzi.
- Benhê, o que é leptospirose?
Lula respondeu na bucha:
- Copanhêra, é uma doença que ataca os usuário de lépitopi. É transmitida pela urina do mauzi.
Nota
Aviso aos leitores:
Por falta de tempo (decorrente de volta às aulas e mudança de setor do escritório) e falta momentânea de assuntos interessantes, não farei postagens diárias.
Espero a compreensão de todos e ressalto a importância dos colaboradores para que o conteúdo idiota do blog continue crescendo.
Atenciosamente,
Lídia Lamounier.
Por falta de tempo (decorrente de volta às aulas e mudança de setor do escritório) e falta momentânea de assuntos interessantes, não farei postagens diárias.
Espero a compreensão de todos e ressalto a importância dos colaboradores para que o conteúdo idiota do blog continue crescendo.
Atenciosamente,
Lídia Lamounier.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Liríca
Notas de um Trouxa
Quando olhei para o lado
lhe vi sorrindo.
Pensei em dizer oi,
mas acabei não indo.
Quando olhei para a frente
lhe vi alegre, contente
Pensei em te dar um beijo,
mas eu era sem jeito.
Quando olhei para trás
já não era mais você
e eu não lhe via mais.
O tempo corria e eu lhe perdia para um outro rapaz.
(G.M)
Quando olhei para o lado
lhe vi sorrindo.
Pensei em dizer oi,
mas acabei não indo.
Quando olhei para a frente
lhe vi alegre, contente
Pensei em te dar um beijo,
mas eu era sem jeito.
Quando olhei para trás
já não era mais você
e eu não lhe via mais.
O tempo corria e eu lhe perdia para um outro rapaz.
(G.M)
Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada
Subitamente a realidade a despertou. Olhava agora para a mãe, à sua frente. Não sabia ao certo quanto tempo sua distração havia tomado.
Sentada no lugar de sempre, na cadeira direcionada ao nascer do sol, percebeu que a comida estava intacta.
Sentia-se bem em seus dezessete anos e problemas familiares dificilmente a preocupavam. Conflitos mundiais, epidemias, ou a devastação da Amazônia pouco importavam. Sempre fora assim: de um egoísmo acentuado, religiosamente cultivado.
Preferia se ocupar com o nada... e como o nada estimulava seu fascínio!
Simplesmente saía do ar, como se deixasse de existir; Como um delírio ao som de Sammy Davis Jr.
Achava que havia metafísica suficiente em não pensar em nada.
Sentada no lugar de sempre, na cadeira direcionada ao nascer do sol, percebeu que a comida estava intacta.
Sentia-se bem em seus dezessete anos e problemas familiares dificilmente a preocupavam. Conflitos mundiais, epidemias, ou a devastação da Amazônia pouco importavam. Sempre fora assim: de um egoísmo acentuado, religiosamente cultivado.
Preferia se ocupar com o nada... e como o nada estimulava seu fascínio!
Simplesmente saía do ar, como se deixasse de existir; Como um delírio ao som de Sammy Davis Jr.
Achava que havia metafísica suficiente em não pensar em nada.
(Lídia Lamounier)
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"Aqui não há Lei. Não há nada. Só há nós. Nós somos a Lei."

